A minha viagem à Maternidade


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Eu estava muito doente.

Já fazia uma semana, desde o dia 26 de dezembro, que eu não parava de sentir uma fraqueza horrível pelo corpo, um embrulho constante nas entranhas e um mau humor insuportável. O mundo todo tinha perdido suas cores, eu estava com uma sensação fortíssima de morte iminente.

Era primeiro de janeiro de 1999, toda a minha família se reunia num resort no interior de São Paulo para comemorar a passagem do ano. Mas aquele réveillon eu não comemorei com eles, eu estava de cama. Havia dormido desde o dia 30 de dezembro e não conseguia levantar para nada.

Quando minha mãe passou pelo meu quarto naquela manhã de ano novo, eu implorei a ela:
– Mãe, estou falando muito sério. Eu preciso ir para um hospital urgente! Eu tenho certeza que algo muito grave está acontecendo comigo. Por favor, mãe, me ajuda!

Mesmo diante de minha urgência hospitalar e de meu claro desespero, minha mãe, que é uma médica pediatra, respondeu:
– Fica calma, minha filha… Não tem nenhum hospital ou clínica aqui perto. Amanhã bem cedinho a gente já vai embora para casa e eu prometo que assim que chegar em Brasília a gente te leva direto para o hospital, está bem? Descansa só mais esse dia de hoje que amanhã tudo vai se esclarecer.
… E que você tenha o ano mais feliz da sua vida, minha filha!

Não adiantava continuar insistindo. Eu ali no meu leito de morte e minha mãe sem tirar aquele sorriso insuportável do rosto. Mas eu estava tão fraca que não conseguia nem sentir vontade de esconjurá-la.

Fiz a viagem de volta para Brasília como pude, aos trancos, buracos e barrancos. Sonhando com o prometido de que alguém me levaria para o hospital assim que chegasse e que algum médico me daria a cura para aquela sensação terrível que consumia meu corpo por completo. Triste ilusão.

Assim que chegamos, ao invés de hospital, minha mãe recomendou a Leonardo, o meu namorado que estava viajando comigo, que passássemos direto numa farmácia e comprássemos um teste de gravidez.

TESTE DE QUÊ??? Eu estava fisica e psicologicamente abalada demais para rir de uma palhaçada tão sem graça como aquela.

Eu vinha de uma depressão crônica de vários anos, havia ficado um bom tempo sem nem menstruar por causa da doença. Eu comia bem, mas há muito que só emagrecia. Já estava pele e osso, sempre me considerando uma pessoa muito debilitada. Até nem tomava mais anticoncepcional porque as pílulas só pioravam o meu estado de saúde, tanto físico quanto mental.

“Eu nem me considero uma mulher completamente adulta ainda” – pensava eu. “Sou magra demais e não tenho nenhuma maturidade para ser mãe. Que óbvio que eu não estou grávida!”.

Aceitei fazer a porcaria do teste só para que minha mãe tirasse aquele sorrisinho impertinente do rosto e me levasse finalmente direto para uma emergência.

Fui até o banheiro igual a um zumbi, levando na mão o pacotinho com o tal do teste. Leonardo ficou esperando do lado de fora calado, com aquela cara de quem há dias não tinha a menor idéia do que estava acontecendo comigo.

Fiz o meu xixi e o papelzinho indicador ficou completamente rosa. Dei uma olhada nas instruções para saber o que aquilo significava e a bula era bastante clara. Era simples demais. Azul, teste negativo. Rosa, teste positivo.

Como assim positivo? O quê diabos isso significa??

Mostrei para o Leonardo e eu nunca vou esquecer o tamanho do sorriso que ele deu.

Mas eu mesma, na minha cabeça não tinha nenhum pensamento muito claro passando por ali. Talvez desespero seja isso mesmo…

Eu estava em choque, catatônica. Então de repente, não tinha mais nada embaixo dos meus pés. As coisas, parece que começavam a rodar na minha frente. Me deu uma vontade imensa de voltar atrás, de descobrir a fórmula para viajar no tempo e reverter todo aquele pesadelo absurdo.

Como assim positivo?? Eu estou no meio de uma porção de planos para o futuro, para a minha carreira, para o meu crescimento! Inclusive, a minha lista de coisas para fazer esse ano está gigante! Não existe a menor possibilidade de aparecer uma criança a essa altura do campeonato. Eu tenho ZERO de estabilidade, sem condição nenhuma de sustentar um filho ainda por cima!

A primeira imagem que veio à minha cabeça era do paredão de concreto de um viaduto escuro e mal cuidado. Numa noite de lua clara, onde eu estava sentada embaixo de uma tenda de papelão com aquela criança no meu colo, coberta só com um pano sujo qualquer. Lembro-me de ter visto a fome claramente naquela imagem. Um cansaço extremo. Um abandono absoluto da vida. Vou acabar debaixo da ponte…

Pensei em quem seria o primeiro a morrer, se seria eu ou o bebê… Era óbvio que eu não iria conseguir sustentar aquela criança.

Esse era o fim.

…….

Lição número um da maternidade, e talvez a maior de todas as lições: A natureza é perfeita e implacável. E a nossa arrogância é uma total estupidez.

Gente, eu já tinha 24 anos de idade! Como é que eu podia ser uma pessoa tão despreparada e imatura assim? Mas eu era. Os jovens de hoje são totalmente superprotegidos. Tanto fisica quanto psicologicamente, aos 24 anos qualquer um já está para lá de pronto para ter um filho. Como é que eu não sabia disso?? Quanta arrogância a minha, de achar que eu não estava pronta…

Levaram-se pouquíssimos dias para eu começar a compreender o tamanho da sabedoria da natureza. Existe, sim, vida após o resultado positivo de um teste de farmácia. Dias se passaram e eu ainda não havia morrido! Na verdade, exatamente nada tinha mudado na minha rotina até então. “Interessante…” – pensei eu.

Tudo ainda era muito confuso, eu ainda estava muito zonza. Mas assim que a “catatonisse” passou, lá por volta da primeira semana depois de tomar ciência dessa condição chamada gravidez, eu começava a perceber que um amor muito forte já brotava dentro de mim. Uma coisa muito diferente de tudo aquilo que eu havia sentido antes. Uma coisa bem mais profunda, parece que mais pura…

Alguns outros poucos dias mais e então tudo na minha cabeça já mudava completamente. Assim que a maior de todas as responsabilidades bate a sua porta, você amadurece na marra. Ou talvez, só pára de segurar uma maturidade que na verdade sempre esteve ali, mas que nunca tinha sido preciso utilizá-la.

……

As lições da maternidade são diárias e diversas.

Infelizmente, no caso da minha gravidez não foram só os três primeiros meses de mal estar e enjôo não. Eu passei todos os noves meses me sentindo um lixo. E minha mãe falou que com ela aconteceu o mesmo, tanto quando estava grávida de mim, quando de meu irmão.

Eu me sentia tão mal, que nem tenho muitas lembranças do dia que fui fazer a ecografia para descobrir o sexo do bebê. Lembro só de o Léo ter ficado muito contente com o resultado. Mas para mim mesma, nada daquilo tinha a menor importância.

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Já por outro lado, também por causa da gravidez, Léo e eu decidimos nos casar. Um evento para mais de duzentos familiares e amigos. Foi o dia que eu me senti mais linda em toda a minha vida. Maquiagem, cabelo, unhas, sapato, hormônios a flor da pele… Tudo! Uma produção impecável.

Lembro-me perfeitamente do exato momento da abertura do grande portal da igreja, lotada. Eu vinha com um véu de cinco metros de comprimento todo bordado, saindo gloriosamente de um Chevy Camaro esporte, vermelho cor de rubi. O meu vestido branco era deslumbrante, do jeito que toda a noiva deve se achar. Eu escolhi o estilo “Julieta de Shakespeare”, porque no fundo eu sou uma romântica e também para aproveitar e já disfarçar a barriguinha que àquela altura estava para lá de saliente.

Eu achei que meu coração fosse parar quando a música alta e majestal começou a tocar só por causa da minha presença. Havia uma multidão de olhos arregalados em minha direção. Eu vinha de braços dados com o meu pai, que naquele dia sentia um orgulho muito grande de mim. Podia ver meu irmão lá na frente, no altar, com seu lindo sorriso no rosto. E minha mãe com minha única avó ainda viva, magníficas! E já chorando, lógico.

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A festa foi muito simples, mas grande e extremamente alegre, lotada de pessoas que nos desejavam uma felicidade absoluta. Senti a presença muito forte de um primo amado que eu tinha perdido há pouco tempo, eu sabia que ele estava ali compartilhando aquele momento comigo.

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Mas voltando à história da gravidez, bem no dia do meu casamento os meus peitos estavam gigantes de tanto leite. Lindos, redondos e naturais. Para quem nunca teve peito nenhum, essa com certeza é uma das boas lembranças de quando se está grávida.

Lembro-me de ter comprado umas coisinhas aqui e ali, de ter montado o quartinho do bebê com móveis doados pela família e reformados por mim com a ajuda da minha mãe. Por sinal, apoio sempre total na minha vida e diário durante aquela fase tão difícil. Fiz eu mesma a pátina do bercinho, da cômoda e do armário. Lembro-me de ter bordado quadrinhos infantis para pendurar na parede; do dia que estava em Goiânia comprando todo o enxoval; e lembro-me também de um churrasco na beira do lago que fizemos para barganhar fraldas descartáveis dos amigos (foto abaixo). Enchemos um armário inteiro só de fraldas.

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Mas lembro também de infecção urinária, azia, estresse, gases doloridos, estrias, aftas, inchaço, de no último mês estar com um barrigão tão grande que não conseguia mais ver nem meus pés nem minhas pernas, de estar sentido uma dificuldade enorme para respirar, comer, dormir, trabalhar, tomar banho, andar, mexer, sentar, levantar, conversar, pensar, sorrir, existir, …

O tamanho que estava ficando a minha barriga nas últimas semanas daquela contagem regressiva começou a me dar pânico. Só não surtei de vez porque na verdade quando não se respira direito, o raciocínio vai lá para baixo, e quando não se dá conta de pensar, isso inclui também não pensar besteira. Simplesmente vegetei, apavorada.

……..

No dia 20 de agosto daquele mesmo ano, no exato dia do aniversário de 20 anos do meu irmão mais novo, eu acordei as 6 da manhã com uma dor intestinal meio chatinha, fui ao banheiro algumas vezes mas nada acontecia…

Mimada como sempre fui, já liguei logo para a minha mamãezinha para pedir ajuda.
– Mãe, que remédio eu posso tomar para dor de barriga?

Resolvi perguntar, porque uma das lições sobre gravidez que a gente já aprende desde o começo, é que não se pode mais botar qualquer coisa para dentro de você. Tudo tem regra.

– Quando isso começou, minha filha? – “respondeu” minha mãe com outra pergunta.
– Tem menos de uma hora – disse eu.
– Me deixa falar com o Léo.
– Oi, Dona Cleusa… – disse Leonardo pegando o telefone.
– Léo, vai começando a preparar uma malinha com as coisas dela e do bebê. Nós vamos aqui ligar para o obstetra para saber como ele quer proceder.

Peguei o telefone da mão do Léo e disse já sem paciência:
– Mãe, que parte da frase “Eu estou só com uma dor de barriga” você não está entendendo?
– Filha… Contração é igual à dor de barriga.

Essa foi a primeira lição daquele dia que seria longo…

O recado do meu obstetra, que estava em meio a sua caminhada matinal, era para que eu aguardasse ainda mais algumas horas e entrasse em contato com ele lá pelo meio da manhã para reportar a evolução do caso.

Eu acho que em menos de 15 minutos depois daquela conversa apavorante, eu já tinha feito a tal da malinha e já estava dentro do carro obrigando o Léo a me dirigir até o hospital no grito. Eu estava em um completo estado de pânico.

Já no hospital foi quando eu comecei a sentir as primeiras contrações para valer. Muito curtas ainda, mas já dilacerantes. O meu obstetra chegou logo em seguida e me examinou de prontidão. Falou que estava tudo indo muito bem e que eu tinha que esperar dilatar mais não sei o quê, do não sei o quê lá.

Foi quando então que eu implorei, por tudo o que era mais sagrado, confesso que num tom muito mais alto do que ele merecia, para que ele tirasse imediatamente aquela criança de dentro de mim. A minha barriga estava gigante e eu tinha muita certeza na minha cabeça que nunca que eu iria conseguir colocar tudo aquilo ali para fora sozinha.

O Doutor Sebastião é um santo! Ele aguentou todos os meus pitis daquele dia com toda a serenidade de um grande amigo e de um profissional de extrema competência. Ele sabia que o meu bebê não tinha virado de cabeça para baixo, que estava com três voltas do cordão umbilical em seu pescoço e que o meu caso teria que ser Cesária de qualquer forma. Ele não me deixou sofrer absolutamente mais nada.

Já deitada numa maca em direção ao centro cirúrgico, num movimento desconcertante, encarando aquele teto pálido e frio, cheio de luzes passando rapidamente pelos meus olhos, sem ter a mínima noção do que me aguardava lá na frente, foi então que eu senti um pânico ainda maior. O maior de todos na minha vida até então. Eu me lembro de estar chorando como uma louca desesperada. Só me acalmei quando o meu anjo da guarda veio, segurou na minha mão e falou bem baixinho ao meu ouvido: “Pode se acalmar agora, eu estou aqui com você”.

Era o meu primo Evandro, de apelido Deco, assistente do meu parto aquele dia. A sala que me colocaram estava vazia, só eu e ele ali. Ele me sentou na maca com o seu sorriso doce, sua voz mansa e seu tato de médico sábio. Depois chegou outro cara de branco, também com um sorriso, passou a mão pelas minhas costas através daquela camisola de doente, com a abertura atrás, em que eu estava vestida. Eu senti uma picadinha bem de leve na região da coluna. Deco ainda segurava a minha mão calmamente. O outro doutor fazia mais algumas coisas ali por trás que eu não tinha a menor idéia do que era porque eu não conseguia ver nada. Muito depois que eu fui saber que ele estava enfiando aquele agulhão gigante da anestesia peridural na minha espinha. Mas eu não sentia nada por causa da anestesia prévia que ele tinha me dado. Obrigada doutor.

Eu implorava muito para o Deco me colocar para dormir urgentemente. Ele me perguntou se eu não ia querer ver o meu bebê assim que nascesse. Eu então surtei de vez. Só de cogitar a possibilidade de ver sangue, o meu coração já disparava para a boca. “Deco, me coloca para dormir agora! Pelo amor de Deus!!!”

Ele então consentiu. Me deitou de volta na maca, embaixo de uma carrossel de luzes fortíssimas e começou a preparar umas coisinhas por ali, até que alguém botou um grande pano branco na minha frente, entre minha cabeça e minha barriga. Deco então falou:

– Já vou te colocar para dormir em um minuto.
– Eu não quero ver sangue! – eu dizia com terror.
– Você não vai ver nada. Confie em mim.

Eu senti um pequeno estalinho na barriga e bem rapidamente depois um jovem doutor saiu de trás do pano branco, levantou a minha mão, fez alguma coisa por ali e bem simpaticamente me pediu que contasse até dez.

– Um…
Eu não me lembro do dois.

Também muito depois, fiquei sabendo que naquele momento em que eu estava crente que eles nem tinham começado a cirurgia ainda, na verdade já haviam aberto a minha barriga toda. Na minha cabeça, cirurgia era uma coisa que demorava horas e horas, mas a realidade é que a minha Cesária não durou nem trinta minutos.

Por várias razões médicas, durante o parto a mãe só pode ficar inconsciente após a criança sair do útero. Aquele estalinho que eu senti já era o bebê se descolando de mim através do corte apertado. Tudo foi muito rápido. Eu dormi no segundo antes de ouvir o meu filho chorar.

……..

Acordei e meus olhos se relutaram a abrir. Estava encostada na parede de um corredor do hospital, ainda deitada numa maca. Fiquei inconsciente por mais ou menos uma hora depois do parto. Quando minha visão desembaçou, a primeira coisa que apareceu na minha frente foi o sorriso enorme do meu pai.

– Ooooooooooi! – ele falou. – Como você está se sentindo?

– Eu sei lá… – respondi.

Estava ainda sonolenta. Uma enfermeira (eu acho) me transportou até o quarto em que eu iria passar a noite.

Só sei que em menos de uma hora, o efeito da anestesia começou a diminuir, e foi então que eu comecei a sentir a maior dor de todo esse mundo. A parte de baixo da minha barriga começou a latejar um pouquinho, depois foi piorando, e em questão de minutos era como se estivesse uma faca alucinada serrando a minha barriga de um lado para o outro sem parar, bem no lugar dos pontos e da faixa branca do curativo. Lá estava eu aos berros de novo.

Já mandaram chamar logo o meu “personal” anjo da guarda.

Deco, como todo anjo que se preze, aplicou na minha veia alguma droga sobrenatural, que teve o poder de acabar completamente com toda aquela dor que eu estava sentindo. Ele botou a mão no vidrinho do soro que escorria em mim, e em questão de milésimos de segundos uma grande onda percorreu todo o meu corpo, do primeiro fiozinho de cabelo até a pontinha da unha do meu pé. Uma grande onda de paz.

Eu sorri de verdade pela primeira vez depois de longos nove meses. Na verdade, eu gargalhei! Foi bom demais.

Logo então, meio que de repente, a porta do quarto se abriu. E nesse momento a visão mais maravilhosa do mundo surgiu magicamente à minha frente.

Era um príncipe todo de branco. O príncipe mais encantado de todos os príncipes.

“O cavaleiro errante enviado pelo Universo para resgatar a minha vida das trevas da imaturidade. O salvador abençoado que veio inundar o vazio da minha existência com o beijo de seu amor eterno.”

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Ele tinha os olhinhos fechados, estavam vermelhos. A mãozinha era cheia de dedinhos. Que coisa MAIS LINDA!

Mastercard que me perdoe, mas ver o rosto de seu filho pela primeira vez não tem preço. É o cataclisma de meses e meses de ansiedade pensando em como seria aquela imagem. O coração vai a mil. Mesmo quando injustamente ele é a cara do pai e não puxou nada de você, nada disso tem importância.

“O MEU filho é MUITO LINDO!” – repetia eu sem conseguir parar. Acho que era uma mistura do efeito das drogas anestésicas com a visão do paraíso, tudo ao mesmo tempo. Veja a foto abaixo dos meus dois anjos juntinhos!

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Como que um dia passou pela minha cabeça que eu pudesse não estar pronta para esse momento? As mazelas da gravidez nos obrigam a ter uma força que nem sabíamos que tínhamos. Corpo e mente se transformam tanto que naturalmente nos despimos de toda a vaidade fútil. É como uma ponte oferecida para sairmos do estado de menina e atravessarmos para o estado de mãe, mais gradativamente, para essa nova vida que desabrocha para nós, ainda desconhecida, mas que vai necessitar de toda a força acumulada pelo caminho e muito mais. A gravidez serve para as mães terem certeza do que são capazes, do quanto têm força mais do que suficiente para mover o mundo e que não existem mais batalhas as quais não possam lutar. Quanta ignorância minha achar que um dia eu fui feita frágil ou despreparada nessa vida. Obrigada minha mãe natureza, por essa grande lição de humanidade.

………

Hoje o meu filho faz quatorze anos. Eu ainda tento entender o que foi que eu fiz para merecer um filho tão perfeito.

O bebê mais lindo, a criança mais doce, o menino mais inteligente, o pré-adolescente mais meigo, o companheiro mais amoroso, o futuro homem mais sensível que existe. Eu nunca pensei muito em ter filhos, mas sempre que imaginava como eles seriam, nem de longe passava pela minha cabeça que seria algo tão maravilhoso como o meu Luiz. O maior amor de toda a minha vida.

Feliz aniversário, meu filho amado. Escrevi esse post de presente para você.

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12 respostas para A minha viagem à Maternidade

  1. cleusa maria de oliveira disse:

    Gravidez é isso. Para algumas mulheres é extasiante, para outras é a normalidade de um estado especial, para outras, como eu e você, é o terror do dia a dia de nove meses sem fim. Mas o final é sempre este: “O PARAÍSO”

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  2. Felipe Cuesta disse:

    Parabéns Alline, esta é, sem dúvida, até o momento, a melhor de todas as crônicas que você já escreveu. A sua sinceridade, qualidade muito rara nos dias de hoje, é de arrepiar…

    Um relato duro, sincero, envolvente, emocionante e, o melhor de tudo, com um final muito feliz. Uma vitória que ninguém te tira, devendo lhe ser um motivo diário de paz e orgulho!

    O Luiz é realmente um menino doce, meigo, educado, inteligente e, ainda por cima, muito bonito. Poderia não ser nada disso, mas Deus te abençoou com este filho muito especial. Um menino iluminado. Esse é o mistério da vida, pois um ser que talvez você nem quisesse no primeiro momento, hoje se transformou numa peça chave e indispensável na montagem do quebra-cabeça da sua existência! Paradoxo e grande ironia do destino!!!

    Bem se constata que valeu à pena sua viagem pela maternidade que, diga-se, está ainda começando.

    Você leva muito jeito para as letras. Prossiga, por favor, para o bem de seus leitores…
    Um bj carinhoso, de seu amigo e admirador,
    Felipe

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    • allineo disse:

      Obrigada, Felipe, por ter despertado a escritora que existe em mim. Obrigada, Felipe, pelos seus posts tambem tao maravilhosos. Obrigada, Felipe, por fazermos juntos essa apaixonante viagem que e’ escrever blogs.

      E um grande obrigada pelos seus elogios! Eles sao muito importantes para mim!
      Grande beijo, meu grande amigo!

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  3. Maria Suassuna disse:

    Que bonito Aline , me emocionei,até porque presenciei muitas destas cenas relatadas s haver suspeitado que elas produziriam efeitos tão sublimes.Parabens por por haver trabalhado os momentos de medo e incertezas em amor

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    • allineo disse:

      Oi Suassuna!
      Que bom que voce gostou!
      Me lembro bem daquele dia, voce tentando tirar leite do meu peito de qualquer jeito. Que tragedia hahahahaha !
      😀
      Grande beijo!

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  4. Simone disse:

    Lindo!
    Adorei Alline!
    Um beijão para o Luiz!
    Simone

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  5. Luciana Cavalhero disse:

    Querida Alline!!!! Que texto lindo, cheio de lembranças suas que invadiram meu eu e regataram tantas situações guardadas lá dentro!! Muito lindo, amei ler, amei lembrar… A Maternidade realmente é maravilhosa! A minha me trouxe um anjo tão especial e tão grande que quase não coube dentro de mim, uma jóia invalorável, inigualável, meu BB!

    Bj grande cheio de amor!!

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  6. Camila Batalha disse:

    AI ai… que texto lindo é esse???
    estou emocionadíssima c/ as suas palavras…
    eu amo crianças + ñ penso em ter filhos, + o meu futuro está nas mãos d Deus.. hi hi =)
    abraços até +….=)

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