Índia, um choque de cultura.


Desde o embarque no avião para a Índia já foi possível sentir o choque de uma cultura completamente diferente dessa ocidental que estamos acostumados. São pessoas com sarees coloridíssimos, burcas, bindis na testa (indicando que são casadas), turbantes chamativos, traços e trejeitos bem diferentes do nosso brasileiro.

Não tinha a menor ideia do que me esperava nessa viagem, costumo não planejar muito e ir com a cabeça bem aberta para o que der e vier. Já no vôo, recebi esse coraçãozinho de flocos de neve pela janela do avião. Achei um lindo sinal, que me encheu de boas expectativas.

6108308218429686079.jpg

Toda vez que chego em uma cidade nova, que nunca tenha ido antes, a técnica que eu uso para não entrar em pânico é passar uma horinha dentro da parte fechada do aeroporto, em total segurança, antes de me arremessar à selvageria dos taxistas e ao choque de cultura do lado de fora.

Eu fico por ali nas bagagens, observando o comportamento das pessoas, respirando, explorando as possibilidades. Procuro descobrir como está o clima, pesquiso os preços da moeda local (nos aeroportos sempre são os mais abusivos), estudo mapas no balcão de informações e principalmente pesquiso a melhor forma, na prática, para se chegar ao hotel. A língua eu já sei que a maioria das vezes não vou entender nada mesmo, nem quando falam inglês, espanhol ou português, é cada dialeto esquisito que só a mímica salva… E conectar-se à alguma internet no aeroporto é um bônus de alto luxo, dá muito alívio quando funciona… Não foi o caso da Índia.

Cheguei na capital Delhi, para uma reunião com os investidores de minha nova empresa de cartões digitais, a Crebit. Enquanto dava um tempo no Aeroporto Internacional Indira Gandhi, descobri que eles têm um trem expresso que chega em 20 minutos direto no centro da cidade. Meu hotel era numa outra estação ali perto.

Vou dar uma pausa para descrever a primeira sensação na Índia ao botar os pés do lado de fora do metrô .   .   .   .   .   .   .   .   .   .

Gente! É muuuuuuito pior do que se pensa. É muito pior do que tudo aquilo que falam da Índia por aí na mídia. É um caos completamente absurdo e sem o menor sentido. É a total falta de organização da sociedade humana. São centenas de tuk-tuks pra todo lado, indo pra lá e pra cá numa agitação desesperadora, mão e contra-mão é uma questão de quem chega primeiro, buzina para eles é freio e freio não existe. Uma quantidade enorme de gente, um barulho ensurdecedor, mictório masculino fedorento no meio do caminho e muuuuito lixo na rua. Todos buzinam pelo simples fato de buzinar, se alguém realmente buzinar por um motivo relevante, esquece, vai ser só mais um. Uma verdadeira loucura coletiva. A Índia é tão miserável quanto o Brasil…

5772425089731910917.jpg

Ao chegar na rua do meu hotel, não deu outra. Um monte de vacas (sagradas) passeando normalmente ao lado dos humanos em total simbiose… Ok… Apesar de eu morrer de medo delas, fiz um esforço para superar o choque e me inteirar à cultura local. Sobrevivi. Cheguei ao hotel e fui me dar uma pausa para reorganizar meu psicológico. O local me foi vendido como badalado e animado, mas não parecia seguro e eu estava com medo.

3213402541765710912.jpg

Os recepcionistas me acalmaram um pouco, mas ainda bem chocada fui tentar comer algo que não fosse indiano por ali naquela selva mesmo. Comi um omelete ocidental delicioso no restaurante de frente ao hotel, sem nenhuma pimentinha, acompanhado de um Chai bem quente com gengibre e limão. Paguei uma baba e logo descobri que realmente estava num lado não muito bom da cidade, que tinham outros bairros melhores para turistas. Tratei de ir logo pra lá.

5603818695968336667.jpg

Fui para o bairro Saket, perto de Malviya Nagar, melhorou muito o visual e a renda per capita das casas. As ruas ali são super limpas e não tem mais lixo no chão. O caos porém é o mesmo e a loucura continua contagiante. Num país de 1 bilhão e 300 milhões de seres humanos, ficou claro pra mim ali que qualquer crise financeira deles passa a ser um problema gravíssimo para o mundo todo.

4196570773862568844.jpg

De lá comecei visitando os principais pontos turísticos da cidade. No centro tem o India Gate, um portal estilo “Arco do Triunfo” feito para homenagear os soldados indianos mortos na Segunda Guerra Mundial, cujos nomes estão gravados no portal.

601230574922971454.jpg

1323488290841200986.jpg

Na mesma avenida central ficam os principais prédios do governo, como o Parlamento e o imenso Rashtrapati Bhavan (Casa do Presidente, em hindi) a maior residência oficial do mundo.

7920763926620573684.jpg

O subcontinente indiano era um grande Império Maratha, reinado por marajás de cultura fortemente hindu, e também misturado com sultanatos Mongóis ao norte.

Quando o navegador português Vasco da Gama, em sua expedição semi-planetária no século XV, de olho nas caríssimas e maravilhosas especiarias indianas como gengibre, canela, açafrão, cravo e pimenta, descobriu a rota marítima para as Índias via Atlântico, as grandes potências européias, incluindo Portugal e Reino Unido, simplesmente foram guerreando, controlando e anexando territórios para si no século XVIII. A maior parte da península hindu permaneceu como colônia inglesa até a independência em 1947, quando países como a Índia, o Paquistão e o atual Bangladesh foram formados. A Índia tornou-se então uma república parlamentarista, com Jawaharlal Nehru, o Pandit (professor), seu primeiro Primeiro-Ministro.

A independência da Índia deu-se surpreendentemente de forma pacífica, através da filosofia Satyagraha (princípio da não agressão), com a liberdade concedida pelo Reino Unido. Mohandas K. Gandhi, mais conhecido como Mahatma (ou “A Grande Alma” em hindi), foi quem criou a teoria quando lutava por sua minoria hindu na África do Sul. Pregava a desobediência civil e a não violência como meios de rejeição à dominação inglesa. Tudo adicionado à perda do poder econômico pela Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial, deixando de ter as condições necessárias para manter a dominação na Índia.

A parte muçulmana da Índia é bem evidente no norte do país. Em Delhi, visitei o Lodji Garden, um parque muito bonito onde encontram-se as tumbas dos sultões islâmicos ainda da antiga dinastia Lodji da região, datadas do século XV. São ruínas lindíssimas e bem preservadas. Curtam as fotos:

9114533054094340224.jpg

8958654751666528893.jpg

204652509497176805.jpg

6021771631468997824.jpg

1066609901373286289.jpg

O lugar mais legal para se passear em Delhi, e o que os habitantes locais mais gostam, é o badalado Hauz Khas Village, dentro do Fort Hauz Khas. Eu amei, é o lugar que mais deu vontade de ficar.

7774170168817984300.jpg

4189191765202938656.jpg

2950190673556453458.jpg

7644811184844329437.jpg

4549389792932420879.jpg

4553713947647489223.jpg

Um outro monumento que eu tentei visitar foi o Red Fort, que fica na parte de Old Delhi. Parece ser legal de entrar, mas tinha que pagar 500 rupias indianas (um pouco mais que 25 reais), e só a chegada em Old Delhi já foi muito estressante pra mim. O caos e a pobreza pareciam maior do que nunca, aí fiquei sem emocional para fazer visita arqueológica naquele momento. O jet lag de 7 horas e meia com relação ao Brasil, também não ajuda em nada numa hora dessas.

3607593966804399967.jpg

4923425885211889132.jpg

Pegar o metrô na Índia não é muito confortável. Acho que pelo problema da super população, que é tão grave pra eles, o conceito de privacidade ficou meio perdido. Não te dão espaço nas filas, grudam nas suas costas e ficam literalmente te empurrando por trás. Se você lerdar, passam na sua frente como que por direito. Fora o machismo que é bem evidente, assim como no Brasil. Precisam de filas e vagões separados para mulheres para evitar os tarados psicopatas.

Eu gostava de observar os cabelos das indianas quando estava no metrô. Como são lindos, fortes, grossos, negros, lisos, compridíssimos. E as pashminas da Kashmira, uma mais linda que a outra. Na verdade não sei como conseguem usar tantos panos naquele calorão. Mas muita coisa passou a fazer sentido pra mim depois de alguns dias por lá. O clima dali é seco, a vegetação um pouco árida e o solo sempre muito arenoso, o que faz a poeira ser constante. Os cabelos e a pele ficam muito sujos de terra quando termina o dia, então usar véu, calça, meia, manga comprida e kajal no olho, passa a ser uma vantagem. Fora a quantidade de mosquitos, minha canela tava sempre cheia de picadas. A deles com certeza não.

7931733362533754380.jpg

3670352730868239672.jpg

A alternativa ao metrô na Índia não é nada convencional. Nos tuk-tuks a emoção é garantidíssima. Uma experiência no mínimo antropológica. Para aguentar um trânsito desses, só com muita meditação mesmo… Por mais improvável e desconcertante que pareça, na Índia todos os meus 7 chakras se desalinharam completamente, ficava constantemente estressada naquele lugar.

6063309168106376395.jpg

8352970974630926017.jpg

5978424155713478216.jpg

Um último programa que eu fiz em Delhi foi visitar o sítio arqueológico de Qutb Minar, a torre de tijolos mais alta do mundo, feita pelo fundador do islamismo em Delhi no século XII, tombada como Patrimômio Mundial pela Unesco. Em volta dela também está a mais antiga mesquita de Delhi e o Pilar de Ferro, que impressiona a todos por nunca ter enferrujado mesmo tendo sido construído no século IV.

2970288272942623486.jpg

7137541866629597940.jpg

3035845225761412876.jpg

2783759145982599549.jpg

8359959993807832689.jpg

4884189793155676998.jpg

6991995335296759909.jpg

Na Índia todas as religiões são muito bem vindas. E pra mim é isso que faz o indiano ser o povo mais belo do mundo. Esse respeito mútuo e essa convivência pacífica faz o país ser um exemplo altamente especial para o planeta.

696436063507491796.jpg

4987883951117416270.jpg

8544995208062796430.jpg

Não é à toa que o Hinduísmo, a religião oficial do país, é a mais antiga crença ainda viva no mundo. Sua capacidade de adaptação ao novo e a aceitação do progresso humano são uma verdadeira aula de sobrevivência através dos milênios. É impressionante como se flexibilizam e se reinventam e na verdade conquistam cada vez mais adeptos com o passar do tempo, a Hatha-Yoga tá aí para nos provar tudo isso.

3784630011316774919.jpg

6749536944804980752.jpg

O símbolo acima, Om (em sânscrito ॐ e lê-se: Aum), representa a vibração primordial, o som do mantra mais importante do hinduísmo. “Aummmmm…”

“Com Om vamos até o fim, o silêncio de Brahman (o Absoluto). O fim é imortalidade, união e paz.”

Na Índia também entrei num templo Jainista, a religião mais pacífica do mundo, e fiquei impressionadíssima com a beleza e o alto teor artístico do local. Cultuam o verdadeiro sentido da Cruz Suástica.

1833738253471614364.jpg

4268143791004588968.jpg

8037363457293458336.jpg

1875338050923924894.jpg

4872179445869525530.jpg

3905125385707514701.jpg

6351496186401440370.jpg

Alguns deuses hindus mais famosos são:

Brahma, o deus da criação. De múltiplas faces, também é o deus da música.

unnamed.jpg

Krishna, o pequeno, deus do amor e da verdade. Um deus jovem, de cor azul, muitas vezes criança, sempre com sua flauta. Nasceu numa cidade perto de Delhi, em 3228 a.C., onde realizou várias aventuras que viraram lendas. O movimento Hare Krishna se baseia no livro dos Vedas hindu, porém gerados pelo próprio Krishna.

8412032346760006572.jpg

81mwRjNkoEL._SY450_.jpg

Lakshmi, a deusa da sorte, da fortuna, da abundância. Sentada em cima da flor de lótus.

8261419742485337708

Ganesha, o lord (Senhor, ou Sri, em sânscrito), cabeça de elefante, deus do sucesso, da sabedoria e grande protetor. O mais cultuado deus hindu.

Jai-Shree-Ganesha-001.jpg

Shiva, deus do renascimento ou da transformação. Destrói para reconstruir. Dominou a morte e virou imortal.

nataraja_zw95.jpg

É de Delhi que saem os tours para um dos mais famosos monumentos do mundo, tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade e considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Separei um dia inteiro de viagem para pegar o ônibus de turismo no hotel e percorrer os 200 quilômetros até a cidade vizinha de Agra, para fazer a visita ao megalomaníaco mausoléu mais falado da Índia.

Mandado construir no século XVII pelo bilhardário mecenas, príncipe mongol (Xá) Shah Jahan (“O Rei do Mundo”), e popularizado por Jorge Ben Jor num Têtêtêtêrêtê. O absurdamente suntuoso palácio, revertido completamente de mármore branco, de custo incalculável, foi um dos monumentais edifícios idealizados pelo Xá, tão somente para cultuar a memória póstuma de sua segunda e favorita esposa, a princesa persa Aryumand, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A jóia do palácio”). Falecida no nascimento de seu 14º filho, aos 37 anos, a Imperatriz consorte, que sempre acompanhava seu esposo onde fosse, deixou-o completamente desolado devido a um grande amor genuíno cultuado desde antes de seu casamento. Foi construída então em cima de seu túmulo uma obra de arte colossal, totalmente encravada de jóias semi-preciosas, lapidadas a mão uma a uma, absolutamente simétrica e arquitetonicamente perfeita, as custas do trabalho de mais de duas décadas de milhares e milhares de seres humanos e elefantes. O mármore branco foi retirado de pedreiras locais e as jóias usadas foram Jade e Cristais da China, Turquesa do Tibet, Lapis Lazulis do Afeganistão, Ágatas do Yêmen, Safiras do Ceilão, Ametistas da Pérsia, Corais da Arábia Saudita, Quartzo dos Himalaias, Âmbar do Oceano Índico, dentre outras.

O nome Taj Mahal (“A coroa do palácio”) deriva do próprio nome da princesa. Os quatro lados da imensa construção islâmica são idênticos, com as torres inclinadas para nunca caírem sobre o túmulo. As cúpulas seguem o estilo árabe no formato de maçã, ou acebolado. Nas paredes foram gravados versos do Corão. Os jardins tendem a copiar a versão idílica do paraíso, e foram reprojetados posteriormente pelos ingleses ao estilo mais ocidental. Os lagos do jardim foram posicionados para refletir a imagem do palácio de uma forma sempre deslumbrante. A entrada principal do terreno também é altamente artística, feita de pedra vermelha. Duas mesquitas idênticas, ainda em pedra vermelha, foram construídas uma de cada lado do terreno.

O Imperador Shah Jahan faleceu décadas depois de sua amada e seus filhos o sepultaram ao lado do túmulo central de Mumtaz, sendo a única coisa em toda a estrutura que foge completamente da perfeita simetria. Os restos mortais no entanto estão mesmo é no subsolo. Os mausoléus das demais esposas de Shah Jahan encontram-se do lado de fora dos muros do Taj.

774594810304049008.jpg

4200614658697431957.jpg

1350472195423662727.jpg

3209926180642641160.jpg

3514566450650650354.jpg

2377984806110757522.jpg

1829671028040577480.jpg

3039461543233173441.jpg

3535682841246544870.jpg

7695257142358093802.jpg

6814452790404308998.jpg

4333995371716892920.jpg

5859811568885717701.jpg

Taj-Mahal-Inside-Photo.jpg

7947384072_2c29c27ea2_b.jpg

7392906238445923909.jpg

6454377003779195802.jpg

5155914153697165655.jpg

1326869550675286649.jpg

Ao fundo do Taj Mahal fica a margem do pacato e calmo (porém morto) Rio Yamuna, o mesmo que atravessa a cidade de Delhi, afluente do sagrado, fértil, materno e divino Rio Ganges. 

Ganges é o mais densamente povoado rio do planeta, que nasce nos glaciares do Himalaia e deságua no Mar de Bengala. É também conhecido como a materialização da própria deusa Ganga, uma divindade mãe, fértil e pia. Em Varanasi, a cidade mais sagrada do hinduísmo, é comum espalhar as cinzas dos falecidos entes queridos pelo rio. O problema é quando as famílias sepultam o corpo inteiro nas suas margens, sem cremar, ou não fazem a cremação da forma correta, contaminando gravemente suas águas. Fora o esgoto das cidades que também é jogado livremente nesse rio, sem nenhum tratamento, chegando a um dos mais altos níveis de poluição do mundo.

O problema se agrava ainda mais devido ao fato de que a religião prega que não se vive completamente sem peregrinar e mergulhar pelo menos uma vez nessas águas, ou até mesmo que se deve levar um frasco para casa e bebê-lo para se limpar dos pecados ou curar doenças. Devido a corrupção (ela também existe na Índia), infelizmente as ações de despoluição deste rio têm fracassado fortemente.

4629354625450627227.jpg

6952211946961244083.jpg

 

3904490842449152120.jpg

A visita ao Taj Mahal é realmente uma emoção única e especial, depois que se entra no terreno da propriedade. Porém, a verdade é que, até se chegar lá, a experiência é extremamente desconfortante. A miséria da Índia realmente me impressionou, mais do que a brasileira, talvez porque no meu país eu já esteja anestesiada às mazelas de meu próprio povo, o que é uma constatação bastante triste. A discrepância entre o que se vê por dentro daqueles muros e o que se vê ao redor de todo um país é muito revoltante. O lucro arrecadado pelos ingressos dos milhares de visitantes diários, no mínimo deveria ser revertido em prol da população da cidade de Agra. O que claramente não acontece.

Por mais que os muçulmanos acreditem na vida após a morte e em que as pessoas têm consciência mesmo quando em seus túmulos durante o juízo final, e que voltarão dele para o paraíso ao seu redor, etc e tal… Eu não consigo ostentar tanto recurso utilizado para fins puramente vaidosos enquanto uma população viva de números abismais padece de forma altamente cruel logo ao lado. Para mim a excelência artística também pode ser alcançada nas coisas de dimensões razoáveis, não necessitando de tamanhos nem custos excessivos para a sua afirmação.

 “um gasto inútil, que poderia ser melhor utilizado para alimentar o faminto ou ajudar o necessitado”

Depois de Delhi peguei um avião para Mumbai para mais reuniões. Em Mumbai (ou Bombaim, em português) a aparência da Índia parece que melhora um pouco, desde o aeroporto já se percebe uma diferença. Mas nada muito significativo no final das contas.

6747886574918806320.jpg

1577445090699191820.jpg

7345036561304958605.jpg

Mumbai fica no litoral oeste e é onde ficam também os estúdios da tão adorada Bollywood. Tem uma skyline muito bonita onde os mais ricos moram.

Mumbai-Bridge(1).jpg

bkc-759.jpg

Visitei a praia de Juhu Beach, pois ficava perto do meu hotel.

932632437897177780.jpg

4887317398387447445.jpg

Também visitei a Queens Necklace, uma praia bonita e mais chique, no lado sul de Mumbai, de total influência da colonização inglesa.

8697138215110161262.jpg

3071301466265489947.jpg

8729808294293881231.jpg

5238006589817437238.jpg

E nesse mesmo lado também visitei monumentos importantes como o Gateway of India, um grande portal de desembarque virado para o mar Arábico, criado pelos ingleses para homenagear a visita à cidade do rei George V e da rainha Mary em 1917. Interessantemente, foi o mesmo portal que na verdade despachou os últimos soldados ingleses do país no momento de sua independência.

5457606769303709112.jpg

1990021013976747430.jpg

3671147612840789830.jpg

1006054122504623324.jpg

E por último, por falta de tempo, pude apreciar somente o lado de fora do prédio do lindíssimo Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya, nome grande que significa “Museu do Rei Shivaji”, rei guerreiro fundador do império Maratha.

unnamed.jpg

bust-of-buddha-front.jpg

bust-of-buddha-rear-view.jpg

Apesar de toda a expectativa contrária, eu comi muito bem na Índia. Achei que não ia conseguir me livrar de tanta pimenta e curry que eles não vivem sem, de manhã até a noite. Eu pedia comida sempre sem pimenta, e mesmo assim vinha algo como nível 3, numa escala de 1 a 10, o que para eles é absolutamente desapimentado. Mas dava para encarar.

masala_khichdi.jpg

Comi samosas vegetarianas na rua, triangle (folheado) de chicken masala (molho a base de curry, tempero feito geralmente de açafrão, nóz-moscada, gengibre, cardamomo, etc) , arroz basmati (típico indiano, altamente nutritivo), muesli de aveia e banana, naan (o pão indiano que eu amo!), lassi (leite gelado batido com fruta) e muito chai delicioso (chá indiano com leite e especiarias, do tipo gengibre, cravo, etc).

chicken-tikka-masala.jpg

Mas realmente, se for parar para olhar o asseio deles, esquece, vai morrer de inanição na Índia. É tudo muito sujo, meus anticorpos chegaram a níveis máximos por lá. Tomei muita água de coco e comi muitas frutas na rua, como uvas docíssimas, mexerica, manga, etc. Eles têm o costume de fazer suco e temperar com sal e páprica… Tempero para eles é vida. Eu já prefiro muito mais sentir os sabores fortes das coisas naturais, do que mascará-las com o gosto único dos temperos e domesticar meu paladar para somente apreciar o que os contêm.

5723094572733485305.jpg

Os mercados são muito populares na Índia. Se tem uma coisa que o indiano entende muito bem é de moda. É tudo muito lindo. E MUITO barato!!!!!!

3615908007166332685.jpg

255441831599287840.jpg

8468323039923830518.jpg

Mas infelizmente é tudo muito sujo, muito pobre, muito caótico. Bem pior que os nossos fim de feira. Até que eu queria ter ido arrastar o meu saree por lá, mas eu não consegui visitar os mercados não… É uma realidade triste demais, não consigo simplesmente encarnar uma Madre Tereza, preciso da minha alienação como escudo. Apesar de que dizem que na cidade de Calcutá é um pouco melhor…

7757695231757269360.jpg

Se eu estivesse viajando em condições menos mochileiras como eu fui dessa vez, teria comprado muitos artesanatos maravilhosos, como tecidos, jóias, souvenires, perfumes, temperos, etc. Foto abaixo de uma safira do estilo Star of India, que possui esse brilho peculiar em forma de estrela. São muitas ofertas dessas pedras por lá, e são de fato lindíssimas.

1024px-Star_of_India_Gem.JPG

E é assim que vou me despedir da Índia, com essa estrela linda refletida pela mais bela de suas pedras. Espero que um dia todo o Kharma que a Índia espalha pelo mundo volte para eles mesmos, com toda a luz que eles merecem, pois sabedoria eles têm bastante.

Namastê, pessoal!! (“curvo-me diante de ti”, em sânscrito)

 

Anúncios
Esse post foi publicado em . Índia. Bookmark o link permanente.

4 respostas para Índia, um choque de cultura.

  1. Marta catoira disse:

    Extraordinaria e realística exposição. Parabens Aline!
    Sempre quis conhecer Taj Mahal, os lugares exóticos me atraem.
    Você é muito corajosa em desbravar sozinha este País.
    Abraços

    Curtir

  2. Alline, adorei o seu relato. E mais ou menos assim que eu imaginava a India. Gostei de ver as belezas e os palácios. Esse seu post e o mais proximo que eu chegarei da India. Também gosto das comidas indianas, mas as prefiro aqui em San Diego mesmo 🙂 Adorei a tip do inicio do post onde vc fala como vc se “aclimada” com o novo destino – ainda no aeroporto – apesar de que como vc mesma disse, ai na India nao valeu muito, por causa de toda a loucura. Voce sim e muito corajosa em encarar essas viagens sozinha e eu a admiro por essa razão… e por outras também. Um abraço apertado pra voce e com saudades.
    Dani

    Curtir

    • allineo disse:

      Dani querida!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Quanta saudade!!! Muito obrigada pela sua leitura e pelos seus comentários. Voce sabe como eu adoro! A India tem muito a nos ensinar. Acredito que toda experiencia é sempre positiva. Espero muito que um dia eles superem todos esses problemas que eles vem enfrentando a tanto tempo….
      Beijo Enorme pra voce! E vamos combinar de encontrar em algum lugar 😀

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s