Dubai, feito para impressionar.


Minha parada em Dubai foi fruto de mais um desses vôos de conexão com a Índia. Dessa vez escolhi a Emirates Airlines que fazia escala de 23 horas na cidade e por isso a companhia aérea fornecia hotel, translado para o aeroporto, todas as refeições e visto de 1 dia. Eu paguei extra somente um city tour. Sempre gosto dessas bocadas.

Mas da Emirates, infelizmente, eu não gostei não. Atendimento super mal humorado, cederam meu assento para outro passageiro, retiveram meu passaporte por horas, e depois me deram um copo de espumante para se desculpar, sem nem perguntar se eu queria ou não, achando que eu sou dessas. Detesto champanhe. Fora aquele chapeuzinho que as atendentes usam, que não tem como ser mais feio…

Mas o resto foi massa, quatorze horas depois eu estava pousando no tal dos Emirados Árabes Unidos.

Já do aeroporto você percebe que esse país vai fazer de tudo para te impressionar…

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O hotel ficava pertinho do aeroporto e tinha metrô saindo dali pra todo lado. Dubai tem a maior linha de metrô automático do mundo.

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O city tour de 4 horas é bem completo, vendem no hotel mesmo por 40 dólares.

A primeira parada é no Museu de Dubai, construído no Fort Al Fahidi do século XVIII e que conta a arquitetura e a história dos nativos do antigo Emirado de Dubai, antes que o petróleo existisse e o país fosse sua sexta maior reserva no mundo.

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Depois do museu, todo mundo desce do ônibus para atravessar o Dubai Creek de barquinho, um braço de rio que passa pelo meio da cidade. A água é de uma cor esmeralda incrível. Totalmente transparente e linda.

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Do outro lado do canal fomos visitar o Gold Souk, o mercado de ouro de Dubai. É a maior quantidade de ouro que eu já vi na vida. Quarteirões e mais quarteirões de completa insanidade. A ostentação é tão grande que, para ser bem sincera, chega a irritar. Comprei só um ímã de geladeira nesse mercado, de plástico mesmo.

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Junto do mercado de ouro ficam também vários outros mercados, como o de tecidos, Textile Souk, e o de especiarias, Spice Souk. Produtos cheirosíssimos e deliciosos.

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A arte islâmica é realmente muito linda. Sempre exagerada e extravagante, mas extremamente harmoniosa, luxuosa, exuberante e agradabilíssima aos olhos.

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Depois do mercado, continuamos dirigindo pela cidade. É realmente muito bonita e claramente rica, mas não dá para esquecer que fica no meio de um deserto. Eu senti falta de mais árvores dentre tantos prédios e avenidas. A temperatura no verão passa de 50 graus Celsius, e já que têm tanto dinheiro para construções, podiam pensar em mais sombras e umidade para a população…

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No caminho paramos para tirar fotos da mesquita Jumeirah Mosque. Os Emirados Árabes são um pequeno país islâmico da península árabe, formado por uma confederação de sete principados, cuja capital é Abu Dhabi e o centro econômico fica em Dubai.

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A orla do Golfo Pérsico é realmente muito bonita. Muitas praias em Dubai são privadas, pertencentes às casas de verão dos governantes ou aos hotéis de luxo. Uma lindíssima praia pública, que deu vontade de passar o dia todo morgando nela, é a Jumeirah Beach.

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Uma característica determinante da Jumeirah Beach é a visão privilegiada do edifício ícone Burj Al Arab (“Torre das Arábias”), que tem o formato de um veleiro da Classe J, o megalohotel mais representativo de Dubai.

Construído sobre uma ilha artificial de vidro, concreto e forrada com areia branca, decorado com ouro e classificado informalmente como “7 estrelas”, possui 28 andares duplos de puro luxo.  Não vou negar que deu muita vontade de conhecer e se hospedar lá para saber se vale a pena mesmo pagar o custo tão estapafúrdico.

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Ao lado do Al Arab, seguindo pela orla, fica o Palm Jumeirah, um arquipélago paradisíaco e encantador completamente artificial, feito para causar, chamar mesmo a atenção do mundo todo.

Andando de carro por lá não dá pra reconhecer muita coisa, porque as ruas não têm acesso às praias e os prédios altos tampam tudo. O esplendor de uma obra de um calibre desses só dá para ver de cima mesmo. Tem o formato de uma palmeira absurdamente gigante, com 17 folhas curvas formando a ilha principal, e mais uma copa em formato de lua crescente por fora para proteger a palmeira das ondas.

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Note à direita da foto acima, a presença de mais um arquipélago apelação de Dubai, dentre tantos outros, o The World Islands (Juzur al-Ālam, em árabe). Projeto em construção de TREZENTAS ilhas particulares em formato de um mapa-múndi inacreditável. A crise financeira mundial de 2008 realmente afetou os EAU gravemente, falindo vários projetos arquitetônicos deste país, que estavam cada vez mais babilônicos.

A Palm Jumeirah é preenchida basicamente de hotéis e residências de alto luxo. E na sua ponta fica o exageradíssimo resort Atlantis, cuja diária varia entre 500 e 32 mil dólares, e é caracterizado pelo vão em formato de um domo árabe acebolado, logo em baixo da famosa Suite Real, que faz a ponte entre as duas torres do imenso edifício. E também é o que o diferencia do outro hotel Atlantis das Bahamas.

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Não teve como não lembrar ali de uma outra antiga viagem que eu havia feito. Compare com essas fotos do outro Atlantis:

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Bom, voltando ao tour por Dubai, a próxima atração é passar pela Dubai Marina atravessando suas pontes panorâmicas. O visual da skyline ali é de um azul maravilhoso.

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E a última parada do tour é finalmente o tão esperado Burj Khalifa. 160 andares em mais de 800 metros de altura, ou seja, a maior ignorância vertical já construída pelo homem. Era pra ser chamado de Burj Dubai (“Torre de Dubai”), mas foi rebatizado com o nome do Emir de Abu Dhabi, seu financiador, após este salvar o Emirado de Dubai de um mega calote, na crise de 2008.

O lado de dentro é formado por uma série de quartos de hotel, escritórios e restaurantes.

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Não dá para não notar o tamanho da auto-promoção exageradíssima que fazem pelo país os Xeiques, Xeques, Emires, Primeiro-Ministros, presidentes, príncipes, herdeiros, governantes, políticos, donos da porra toda. É foto deles para todo o lado, uma mais gigante que a outra, demonstrando poder e intimidação pela cidade. Esse aí de baixo é o Mohamed Al Maktoum, o “cara de playboy”, herdeiro Emir de Dubai.

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Depois do ótimo city tour voltamos para o hotel e o almoço por conta estava sendo servido. Eu tinha ainda várias horas antes de voltar para o aeroporto, dava até tempo de visitar outras praias, ou ir para um dos barezinhos na orla do creek. Mas quando se faz muitas viagens seguidas é importante saber dosar. O fuso horário de 7 horas de diferença com o Brasil não ajuda, e conseguir descansar é uma arte. Finalizei minha visita a Dubai por ali, fui cochilar e depois trabalhar um pouco. Precisava chegar na Índia pronta para a minha série de reuniões de negócios.

Dubai para mim se pareceu muito com uma “Las Vegas das Arábias”. Mas sem a parte do jogo, por causa do Islamismo. Apesar de tudo na cultura daquela cidade parecer ser sempre muito apelativo, deu ainda muita vontade de voltar lá e passar mais uns dias curtindo o que eles têm de bom, voltar nas lindas praias azuis, fazer os passeios de camelo oferecidos pelo deserto, visitar aqueles shoppings com aquele monte de atrações interessantes e entender como funcionam os imensos edifícios por dentro. Saber o que vale realmente a pena e o que não passa de puro exagero “pega-turista”.  O fato é que eles ali te enchem de motivos para torrar dinheiro.

Voltarei com certeza.

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